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  • Voluntários que não sabem Inglês devem ser selecionados?

    tungphoto / FreeDigitalphotos.net

    Estamos vivendo um momento que tem tudo para ser efetivamente revolucionário. No entanto, enquanto existem pessoas gritando pelo cancelamento dos grandes eventos que o Brasil vai receber, outras pessoas são da opinião de que, agora que o dinheiro já foi gasto, o importante é focar no que está programado, para que o investimento seja recuperado.

    Uma das formas de batalhar para que os eventos aconteçam sem grandes problemas é apostar no recrutamento de voluntários que se encaixem nos parâmetros necessários ao trabalho a ser desempenhado. Afinal, já que o comitê decidiu que ao invés de contratar iria angariar voluntários, é preciso que faça um bom trabalho na hora de selecionar essas pessoas.

    Contudo, como a gente está no Brasil e, de vez em quando, as coisas não funcionam bem, durante a Copa das Confederações pessoas reclamaram essencialmente da dificuldade de comunicação com os voluntários que, por norma, falavam apenas Português. De acordo com uma notícia que li há algumas semanas, Rodrigo Hermida, gerente do programa de voluntariado, afirmou que não era obrigatório saber falar Inglês para ser selecionado como voluntário para a Copa das Confederações e que, provavelmente, esse parâmetro vai ter que ser alterado para a Copa do Mundo.

    Particularmente, não entendo como é possível que não achem imprescindível ter voluntários que tenham domínio de, pelo menos, um idioma além do Português, tendo em conta que estarão lidando com pessoas de todo o mundo que vêm ao Brasil para os eventos. Porém, em um país onde o ensino de idiomas é delegado aos cursinhos ao invés de ser incutido nas escolas, de forma consistente, desde os primeiros anos de estudo como algo essencial para a vida profissional e também como uma fonte de conhecimento, podemos esperar qualquer coisa.

    Apesar do erro de cálculo, o lado positivo é que a Copa das Confederações, como evento de teste que foi, mostrou o erro para a organização e é possível que para a seleção de voluntários para a Copa do Mundo saber ou não falar outro dioma se torne um elemento obrigatório.

    E para você, voluntários que não sabem Inglês devem continuar a ser selecionados?