fbpx
  • Quem fala inglês ganha mais

    Isso parece óbvio, mas merece ser quantificado. Uma recente pesquisa da Catho mediu o quanto faz a diferença de dominar o inglês, idioma internacional do mundo dos negócios.

    Os rendimentos variam de acordo com a posição. A exemplo, um presidente corporativo que fala com fluência o inglês ganha em média 4,6 vezes mais que um colega sem domínio na língua. Em níveis mais subalterno a média de diferença nos vencimentos é de 50% a mais.

    Uma das causas do “apagão de mão-de-obra“ no Brasil é a falta de competência linguística. Não existe um país tão grande quanto o Brasil onde, no dia a dia, se fala uma única língua. Esse monolinguismo deixa a economia brasileira vulnerável, perdendo competitividade e oportunidade no mercado internacional. A conseqüência é que quem possui total conforto em expressar em inglês é promovido, contratado, assume posições mais bem pagas.

    Recentemente visitei a trabalho uma empresa multinacional de logística. Fiquei espantado. As instalações são faraônicas e o pessoal bem-educado, líderes e envolvidos no mundo dos negócios. Todavia, para uma empresa que lida com exportação e importação com clientes em todo mundo, a hesitação em falar inglês é enervante.

    Conversei com vários analistas e executivos e quase todos me segredaram a falta de autoconfiança de expressar-se em inglês. Alguns possuíam um vocabulário até vasto, mas pecavam na pronúncia. Vários me disseram que usam sites de tradução para ler e mandar e-mails. Um técnico de TI aprendeu inglês de jogar online, apesar da boa pronúncia e gramática praticamente ignorava o vocabulário focal do inglês para negócios.

    Um simpático executivo me contou sua trajetória. Seu currículo não era tão impressionante, se formou em uma faculdade não lá muito conhecida e não fez MBA, em compensação falava inglês com ginga que parecia um falante nativo. Atribui sua ascensão na empresa à fluência da língua e entendimento cultural adquirido em viagens pelo mundo. Ainda estava em um cargo júnior quando começaram a chamá-lo para intermediar negociações com executivos japoneses. Em pouco tempo seus superiores viram que seria melhor promovê-lo e dar autonomia de negociação, pois usar um intérprete não transmitia tanta confiança para seus interlocutores.

    Conhecer bem o inglês dá retornos como maior compensação salarial, reconhecimento, ajuda no crescimento interno, aumentam chances de networking.