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  • Aulas em Inglês em universidades brasileiras: Imperialismo ou evolução?

    Image courtesy of arztsamui / FreeDigitalPhotos.net

    Sempre foi comum ouvir relatos de pessoas que foram estudar em universidades fora do Brasil, muitas vezes em um país da Europa, nos Estados Unidos, Canadá ou Austrália. Contudo, com o surgimento de disciplinas ministradas em Inglês em universidades brasileiras e também com a melhoria em termos de segurança nas grandes cidades, mesmo que de forma pontual, cada vez mais ouvimos falar e conhecemos estrangeiros que escolheram o Brasil como país onde fazer intercâmbio.

    Há umas semanas li um artigo sobre universidades brasileiras que estão implantando aulas em Inglês, como forma de tentar quebrar o isolamento que a educação nacional sofre em relação ao resto do mundo, já que o Português, embora seja falado em todos os continentes, não é das línguas mais comuns. De acordo com especialistas, a forma adequada de tirar o Brasil do isolamento acadêmico é implementar uma estratégia que faça com que estudantes de outros países se interessarem pelo Brasil. Somente assim será possível parar com a rota de mão única, que apenas envia estudantes para fora, e começar a recebê-los também, fazendo com que exista uma verdadeira troca de conhecimentos.

    Não há dúvidas de que o Inglês é o idioma ideal para internacionalizar o sistema de educação brasileiro, dado que, por norma, é a língua de aprendizagem obrigatória em países não anglófonos. Na Finlândia e no Japão, por exemplo, existem universidades que ministram todas as aulas dadas em Inglês, embora a língua oficial do país não seja essa.

    Porém, no Brasil, ainda não chegamos a esse ponto. Apesar de universidades públicas e particulares implementarem aulas de Inglês, há quem discorde da iniciativa por encará-la como uma perda de soberania. No entanto, especialistas defendem peremptoriamente que, além de ser uma forma de atrair estudantes estrangeiros, ter aulas em Inglês nas instituições de ensino brasileiras faz com que nós aprimoremos os nossos conhecimentos da língua sem termos que, necessariamente, sair do país para isso.

    Atualmente, ainda há um maior número de disciplinas ministradas em Inglês em universidades particulares, mas a intenção é que a iniciativa seja levada a cabo na mesma proporção por instituições públicas também. O que você acha disso? Ter aulas em Inglês acaba por ser uma forma de imperialismo ou é uma forma de internacionalização acadêmica?